Quanto custam seus empréstimos

Como sair das dívidas

Quanto custam seus empréstimos

Ola meu caro leitor.

Você sabe quanto custam as suas dívidas? Ter essa resposta pode ajudá-lo a riscá-las do seu mapa de opções para consumo imediato.

Vamos conversar nesse artigo sobre juros simples e compostos, e sobre palavras relacionadas a eles.

Pra começar, vamos falar de dívida de uma forma geral, que é qualquer tipo de empréstimo ou financiamento que você faz. Ela nasce toda vez que você usa um dinheiro que não é seu pra adquirir um bem, sejam eles eletrônicos, geladeira, casa, etc. Ou serviços como uma viagem de férias ou financiamento dos estudos (faculdade).

Se tem quem use o dinheiro de outro, a quem chamamos de devedor, como você e eu, existe alguém que têm esse dinheiro pra emprestar, o qual chamamos de credor.

Curiosidade: a palavra credor têm origem no latim e significa aquele que crê. Crê no devedor, que ele vá honrar suas dívidas.

O credor empresta o dinheiro e cobra uma taxa, a tal da taxa de juros. Como veremos em exemplos mais a frente, é feita uma conta onde a taxa de juros, um valor porcentual, será convertida em um valor financeiro. Pro devedor esse valor é o custo. Pro credor esse valor é o lucro.

Vamos conhecer mais algumas palavras desse meio:

Capital: é o valor que o devedor tomou emprestado. A sigla popular é a letra C.
Taxa de juros: é o valor porcentual que o credor vai nos cobrar pra emprestar o capital. A sigla é i (minúsculo mesmo).
Período: tempo que vou levar pra devolver o dinheiro. Vamos chamá-lo de n.
Juro: esse sim é o valor que vamos pagar ao credor por estarmos “usando” o dinheiro dele. Sua sigla comum é o J.
Montante: é o total que vamos pagar, calculado pela soma entre capital e e juro. A sigla é M.

Vou dar um exemplo só pra ilustrar melhor.

Eu peguei um empréstimo de R$ 1.000,00 de um banco. Pretendo pagar no mês que vêm, ou seja, vou usar o dinheiro por 1 (um) mês. O banco vai me cobrar 1 % por mês. Temos então:

Capital (C) = R$ 10.000,00
Taxa de juros (i) = 1%
Período (n) = 1

Queremos saber os valores do juro e do montante.

Primeiramente temos que saber que pra calcularmos qualquer coisa que envolva porcentagem, temos que converter o valor porcentual em decimal. Isso é feito dividindo a taxa de juros pelo número 100. No nosso exemplo teremos; 1/100 = 0,01.

Como pra saber o monte precisamos saber do juro, vamos a ele. Ele é calculado multiplicando o valor do capital e a taxa do juro em forma decimal. A formula ficaria:

J = C . i

No nosso exemplo fica:

J = 1.000,00 . 0,01 = 10,00

Portanto vamos pagar R$ 10,00 por usar o dinheiro do credor por 1 mês.

Pra saber o montante é só somar o capital de R$ 1.000,00 com o juro de R$ 10,00. O montante será R$ 1.010,00.

Acho que até aqui é tranquilo.

Agora vou contar pra você por que temos a sensação de que pagamos muito e a dívida não diminui. São os chamados juros compostos, ou também juro-sobre-juro.

Vou falar rapidamente sobre juro simples. Até hoje eu sabia que existia, mas não sabia onde era usado. Um exemplo bem popular é pro calculo de multas e juros de boletos. A formula é a seguinte:

J = C . i . n (para calculo de Juro)
M = C + J (para calculo de Montante)

O exemplo que descrevi acima com número é de juros simples.

Juros Compostos ou juro-sobre-juro

Decidi separar este assunto como um sub-tópico por que é dele a responsabilidade  por aquela impressão que comentei no começo desse artigo. A de que mesmo pagando e pagando, a dívida não diminui.

Vejamos a planilha abaixo:

diariodeumdevedor.com.br
Valores do exemplo
Capital (c) R$ 1.000,00
Taxa de juros (i) 1,00%
Parcelas (n) 12
Parcela s/ juros R$ 83,33
Parcela no. Progressão da parcela Juros do mês
1 R$ 84,17 R$ 0,8417
2 R$ 85,01 R$ 0,8501
3 R$ 85,86 R$ 0,8586
4 R$ 86,72 R$ 0,8672
5 R$ 87,58 R$ 0,8758
6 R$ 88,46 R$ 0,8846
7 R$ 89,34 R$ 0,8934
8 R$ 90,24 R$ 0,9024
9 R$ 91,14 R$ 0,9114
10 R$ 92,05 R$ 0,9205
11 R$ 92,97 R$ 0,9297
12 R$ 93,90 R$ 0,9390
TOTAL >> R$ 1.067,44
R$ 88,95

O valor de R$ 83,33 eu obtive dividindo R$ 1.000,00 por 12. Este é o valor da parcela sem juros. Mas só serve pra referencia.

A primeira parcela já está com 1% de juros, ou seja, R$ 83,33 mais 0,8417. Até ai tudo bem, juros simples.

Eu poderia dizer que aqui começa a sacanagem. Mas a culpa não é dos juros compostos. É nossa de ter ficado devedor. E outra; quando estivermos investidor, quando pagarmos nossos empréstimos e passarmos por lado credor, vamos receber rendimentos calculados da mesma maneira. Falarei mais sobre isso posteriormente.

Voltando aos juros, ele são calculados pelo período todo (12 meses), somamos as parcelas e dividimos pelo número de períodos. Isso é feito pra que paguemos parcelas em valores iguais.

A conta é: (valor da primeira parcela + juro). Sobre esse resultado somamos mais 1% (do exemplo) e temos o valor da segunda parcela e assim por diante. Você percebeu que o juro da primeira parcela está no valor da segunda, onde ainda vou somar mais um período de juro? E por ai vai.

A formula é:

M = C * (1 + i)n

Com esses valores menores fica fácil de entender. Mas pensa isso acontecendo com o financiamento de uma casa, onde podemos passar 240 meses pagando.

Aprendemos nesse artigo como funcionam os juros simples e os juros compostos. Além de como os calculamos.

O ideia não é nos tornarmos especialista em juros, mas sim entender o mecanismo destes e por que é tão importante fugir dos empréstimos.

Ficou dúvida? Escreva. Como sempre terei o maior prazer em escrever pra vocês.

Abraço e sucesso financeiro.

Adriano

 

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