Inadimplente

como sair das dívidas

Inadimplente

 

Ola meu querido leitor.

Nesse artigo quero contar pra vocês o que está acontecendo comigo hoje com relação a dívidas e consequente inadimplência.

Estou inadimplente. Deixei de pagar o temido cartão de crédito. Não só ele, mas o contrato de empréstimos de uma das contas (que já era uma renegociação) e o cheque especial.

Pois bem, desde sempre (pelo menos de quando recebi meu primeiro salário) venho tentando me educar financeiramente. E olha que lá se vão mais de 20 anos, e até hoje eu não sou educado sobre o tema. Entra ano, sai ano e eu vou levando do mesmo jeitinho. Mas não  desisto. Tenho muito mais a perder do que um nome limpo.

Cheguei a um ponto onde não queria. Dever sem poder pagar. Como disse acima, não paguei aquelas contas no mês de dezembro.

Não havia o que ser feito. Dos três bancos em que tenho conta, nenhum me oferecia mais crédito. Deixei de pagar sem autopenitência. Não queria perder o pouco de paz que me restava no fim de ano.

Vale notar. Parece que recebi um carimbo na testa escrito “Inadimplente”. Nenhum gerente me atendia mais. Isso é horrível por que sei da minha situação, liguei pra Deus e o mundo pra renegociar, mas nada. Portas  fechadas.

Como disse, não havia o que ser feito. Deixei o assunto de lado e aproveitei o fim de ano. Foi a melhor coisa que podia ter feito. As vezes não adianta você perseguir uma solução desesperadamente. Principalmente se ela não está na tua mão.

Eis que na primeira segunda-feira do ano algo aconteceu. Entrei no site do banco em que minha situação está pior, onde devo mais, e algo novo apareceu. Havia uma proposta pra renegociar as dívidas vencidas. Topei na hora.

A dívida em si ficou até um pouco menor. Os juros dos 3 tipos de dívidas (cheque especial, cartão de crédito e CDC) eram diferentes, mais altos do que os da renegociação, por isso o valor menor. O banco fez questão de deixar claro que esse acordo é extrajudicial, e que se eu não cumprir com eles, vão cobrar os valores na justiça. É que ai que o bicho pega.

Mas fiz uma coisa errada. Antes de aceitar a proposta eu não verifiquei se vou poder pagar esse acordo. A afobação é um péssimo conselheiro. Vi na minha frente a chance de não sujar meu nome e ignorei um dos principais conselhos dos mestres em finanças…”renegociar sem saber se vai poder pagar não é uma saída. É empurrar o problema com a barriga”.

Erro cometido, cometido está. Não adianta ficar remoendo.

O que acontece agora?

Minha conta corrente está bloqueada. O que é ótimo. Sem cheque especial ou crédito pra fazer burrada.

No momento em que clicar pra publicar esse artigo, vou escrever pro meu gerente perguntando como posso fecha minha conta lá. Assim vou evitar:

  • cobrança de tarifa de manutenção da conta: parece pouco, mas custo é custo, e na situação que estou, R$ 10,00 é uma fortuna.
  • abertura de novas linhas de crédito: uma vez que resolvi minhas pendengas com o banco, algumas empresas lhe dão um pouco mais de limite.
  • meu nome permanece limpo.

Em resumo…

O remédio é amargo. Mas é o que tem pra hoje.

Comecei o artigo inadimplente e endividado e terminei “só” endividado. Quero que percebam o seguinte…não desistam. Tudo pode mudar ou melhorar em um estalar de dedos. Persistam na busca por uma solução, sendo sinceros com vocês mesmos sempre.

Ser devedor não é crime quando existe caráter na forma como você encara isso.

Fato é que escrever pra vocês ajuda a lembrar minha situação e alivia um pouco o stress.

E você, como está reagindo a inadimplência? Conte sua história pra gente. Compartilhe.

Abraço deste,

 

Adriano

 

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